Assine o Feed desse BlogResumo: Hoje em dia, jovens com excessivas atividades e cobranças são levados a um amadurecimento maior de seus quocientes intelectuais e muito pouco é feito pela maturação de seus quocientes emocionais. A partir disto, surgem dois novos personagens na atual meia-idade, aqui estabelecida pelo autor entre 35 a 60 anos. A mulher que se autoemancipou, conquistando importantes espaços na sociedade. Em contrapartida, o homem, não acompanhando essa evolução feminina, viu sua cultura machista morrer, m
Neste espaço disponibilizo a oportunidade de termos os nossos primeiros contatos via on-line. Podemos conversar inicialmente via e-mail com orientação psicológica breve, tudo de forma discreta e sigilosa. Como em qualquer local onde um psicólogo trabalhe (consultório, clínica, escola, hospital, rua, on-line, etc), estabelecido assim no Código de Ética do Psicólogo: "Art.9 º - É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das p
Dr. Emílio Figueira Tenho me dedicado nos últimos anos à pesquisar, estudar e escrever sobre o atual comportamento das pessoas de meia-idade. Período que Carl Jung havia estabelecido entre os 35 à 40 anos das pessoas. Mas eu, nas minhas atualizações científicas, restabeleço esse público-alvo formado por pessoas entre 35 à 60 anos na sociedade contemporânea. E o que tenho identificado nesses estudos? Encontro muitas pistas sobre o comportamento pessoal e sentimental na atualidade.
A verdade é só uma. Após a fase de namoro, paixão, amor e noivado, todos almejamos o casamento (ou matrimônio), frequentemente iniciado pela celebração de uma boda, que pode ser oficiada por um ministro religioso (padre, rabino, pastor, etc.), por um oficial do registro civil (normalmente juiz de casamentos) ou por um indivíduo que goza da confiança das duas pessoas que pretendem se unir. Cria-se um vínculo estabelecido entre duas pessoas de sexos diferentes.
Em uma noite de domingo, assistindo na TV Cultura ao programa “Café Filosófico”, um psicanalista falava da atual cultura que valoriza cada vez mais o biológico. Buscam-se explicações neurocientíficas para tudo e para todos os comportamentos, até mesmo os psicológicos: angústia, depressão, melancolias, solidão, relações interpessoais; a busca do corpo e saúde perfeita. Mas do que isso, prioriza-se o uso de medicamentos como soluções rápidas, quase instantâneas para esses ditos problemas puramente
No começo deste ano, comecei a ler alguns versos de Fernando Pessoa. Dois versos, em particular, chamaram minha atenção. O primeiro é este: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares”. Esses versos mexeram muito comigo e, então, comecei a repensar minha vida e meus atos. Nesses momentos, percebi que eu andava na mesmice de sempre.
Esta semana lembrei-me de uma das minhas mais queridas amigas que deve estar estranhando a minha ausência, o meu silêncio. Há tempos não teclo com ela, depois de uma intensa amizade, trocando praticamente duas mensagens por dia. Embora já uma grande amiga, ela não sabe ainda que tenho esse hábito de às vezes me isolar de tudo e de todos. Não por algum problema como tipo depressão ou algo semelhante. Mas sim para pensar, refletir sobre minha carreira e produzir.
Uma coisa que sempre procurei definir bem, é a diferencia entre encantamento, paixão e amor. Três sentimentos distintos, mas que todos nós passaremos por eles ao longo da vida de formas e intensidades diferentes. O primeiro que chamo de Encantamento, muitos denominam como enamorado. Definições a parte, quem está nesse estado, mantém o emotivo mais estável e perfeita lucidez e domínio de si, mesmo que seus efeitos sejam semelhantes ao do apaixonado.
Sentir-se culpado. Esse sentimento é um dos grandes sofrimentos psicológicos, escondendo-se atrás de nossas tristezas, frustrações, insatisfações na vida, tédio e angústias. Geralmente um apego ao passado, originando sofrimento por ter cometido algum erro, tendo por núcleo do sentimento de culpa as palavras “não deveria”. Surge a grande tortura da frustração pela distância entre o que não fomos e a imagem de como nós deveríamos ter sido.
Amiga querida, Amiúde você estranhe meu silêncio, minha ausência nos últimos dias, semanas. Estou em uma longa viagem. Não fisicamente, mas em um itinerário para dentro de mim mesmo. Como já é do seu conhecimento, cada vez mais me aproximo da Psicanálise. E, isolar-se para pensar, refletir, analisar, buscar soluções, deve ser um hábito cada vez mais praticado para um futuro candidato à Psicanalista. Assim, aproveitei para realizar uma auto-análise de toda a minha vida.
Esta semana, num desses momentos de baixa auto-estima, abri o meu coração e desabafei minhas angústias com uma querida amiga. Foi só me desabafar e pronto; estava aliviado e novamente animado para continuar minha caminhada. Sou personagem do mundo atual. E como todos, tenho meus altos e baixos... Nas últimas décadas avançamos demais. Só que a vida moderna também trouxe outros problemas. Talvez um dos maiores seja a solidão. Há quem diga, dentre os muitos conceitos errôneos que desenvolvemos, que
Esses dias lembrei-me de uma aula sobre Psicologia Hospitalar onde discutimos vários aspectos que envolvem a morte. Em contrapartida, lembrei-me do meu nascimento, quando por questões médicas passei muito tempo da hora de nascer. Foi um parto difícil, tive asfixia cerebral, nasci todo roxo, sem respiração e sinais vitais. Por instinto dos médicos, mas principalmente pela mão de Deus, fui colocado no balão de oxigênio e deixado lá, mesmo sendo considerado morto.
O grupo musical Titãs dizia numa antiga canção: “A televisão me deixou burro, muito burro, burro demais”. Confesso que naquela época, ainda jovem, iniciando-me no mundo das letras e do jornalismo, cheio de ideais para “mudar o mundo”, com muitas coisas a conquistar, nunca parei para meditar nesse verso. Duas décadas se passaram desde que essa música estourou. Recentemente, passeando de carro pela noite paulistana, ela tocou no rádio. E por estar formado em Psicologia, pensando como um psicólogo,
Dias atrás, minha amiga Sara, lançou-me a provocação de escrever uma crônica. No momento não falei nada, mas anotei no meu Caderno de Idéias. Confesso que não conhecia muito sobre o tema. Mas sendo um bom aluno e como nunca faltei às aulas, faço minhas lições direitinho, não respondo à professora, como toda a merenda, tiro boas notas nas provas, respeito meus coleguinhas, não brigo e nem maltrato os mais velhos, disse-lhe mentalmente: “Sim, minha mestra querida!” – e fui pesquisar na biblioteca
Numa dessas tardes ensolaradas, peguei o meu fiel companheiro chapéu e fui caminhar sozinho pelo Parque da Água Branca. Como sempre, observando a tudo. Passei pela Casa de Caboclo, onde um grupo tocava e cantava modas de viola. Fiquei por ali alguns momentos e voltei a caminhar, meditando na vida e nos meus projetos. Até que sentei em um solitário banco à sombra de várias árvores. Uma linda moça muito bem vestida de social, levemente maquiada, cabelo preso, provavelmente uma executiva daqueles p
Ao longo dos anos, sempre ouvi várias pessoas conjugando a felicidade em períodos distintos. Basta conversar com uma pessoa de mais idade – e isto gosto de fazer desde pequeno! – que ela diz: “Ah, no meu tempo que era bom!”. Por várias vezes, parei para pensar nisso. Concordo que no passado haviam coisas ou situações melhores que hoje, como mais segurança, mais respeito, uma vida mais calma. Todavia, o acesso a serviços básicos como saúde, direitos, transportes, alimentação, avanços tecnológicos
Falando de relações amorosas, você já teve ciúmes – para não dizer medo – do passado da pessoa que, no presente, está ao seu lado? Se disse não, você certamente seria reprovado na máquina da verdade que lhe diria: “Essa resposta é falsa!” Perderia assim o prêmio em dinheiro dado pelo bondoso Silvio Santos que gosta de massagear o seu próprio ego, jogando dinheiro para sua platéia. Brincadeiras à parte, o que estou falando é sério. Conheço muitos casais de namorados, noivos ou casados que gastam
Em uma crônica anterior, comentei que o homem não pode mais continuar conservando velhos costumes machistas; mas também ainda não aceitou o seu novo perfil de pessoa sensível. Estar no meio do caminho recheado de pensamentos, sentimentos, emoções, inseguranças como um liquidificador dentro de sua cabeça. Tenho visto o homem fragilizado e confuso com seus sentimentos e atitudes em relação à sua vida afetiva, profissional e sexual, variando entre valores antigos que determinavam e definiam sua con
Muitas vezes ouvimos a expressão mulher balzaquiana. Referindo-se às felinas na casa dos 30 aos 39 anos de idade, trata-se de uma associação a Honoré de Balzac (1799-1850), romancista francês aristocrata, autor de uma belíssima obra da literatura mundial intitulada “A Mulher de Trinta Anos”, tendo sua primeira edição em 1818. Esta semana Balzac, despencou de alguma estante de biblioteca, esteve no meu Boteco, tomou umas e outras no balcão comigo e, quase dois séculos depois do lançamento de sua
Todo cronista que se preza, pelo menos uma vez terá que escrever sobre futebol. Mas vou fazer diferente. Sem olhar para o que acontece dentro de campo, vou desviar o meu foco para algo que acho mais interessante nesse contexto, àqueles que se espalham pelas arquibancadas: os torcedores. Confesso que não sou um apaixonado por esses eventos, acompanhar campeonatos, formação e evolução dos times, nunca tive nenhum jogador como ídolo, coisas desse tipo.